quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Resoluções Parisienses


Se eu fosse a Paris Hilton, esta definitivamente seria a minha lista de cinco resoluções para 2008:

~Beber e dirigir mais (ao mesmo tempo,de preferência) e ser pega (outra vez);
~Não usar roupa íntima;
~Ter um casamento relâmpago em Vegas com algum desconhecido por estar bêbada demais;
~Fazer todos pensarem que eu estou grávida, em dado momento;
~Criar algum conflito familiar.


Porque está realmente difícil concorrer com a Lindsay Lohan, a Britney Spears e todas as outras nos tablóides. A única coisa que mais chamou atenção neste ano foi o escândalo todo da prisão. E todos nós sabemos que ela quer mais, muito mais, do que isso.

domingo, 25 de novembro de 2007

Razão de Blog


Qual a graça de ter um blog de pouca relevância e mínimos acessos? E qual a graça de ter alguns textos seus publicados na maior revista adolescente do país?
Apesar de escritora, diante de tais perguntas, qualquer coisa mais que eu fale é simplesmente supérflua - os motivos para amar fazer parte deste grupo seleto são tão incríveis quanto infindáveis!

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Soneto Indagatório

O dilema entre o certo e o errado,
Questão entre a razão e a emoção,
É esse medo errôneo canalizado
Em dúvida que exprime indecisão.

Todo suspiro está exasperado,
Cada pegada já não é canção:
É a agonia que tem demonstrado
A maleficidade da questão.

Até descobrir aonde eu estou,
A estrada tortuosa por aí vai
E todo esse tempo virou breu.

A pergunta se tornou o meu vou,
O futuro é destino que distrai.
Eis uma delonga que não morreu.


14.maio.2007

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Presente de Natal


Não rogarei por alguma outra paixão minha para que me ame como nunca amou outro alguém - é o meu pedido de todos os anos e eu nunca o recebo, de qualquer forma. Tampouco suplicarei por algum amor verdadeiro, seja de alguém que já gosto ou de alguma outra pessoa que possa surgir em minha vida - as estrelas cadentes já estão fartas de tais palavras.
O que poderia pedir, talvez, seria felicidade e sucesso, mas essas são coisas que são alheias a desejos, dependem de mim.

Este Natal é diferente, eu já sou outra pessoa. Aprendi que pelas desilusões desses anos que amor não é algo que se pede, mas que se acontece, na hora e no lugar em que estiverem destinados a ser.
Neste 25 de dezembro apenas pedirei esperança - quero continuar acreditando que existe uma hora e um lugar para mim.
Jovem


Tu falas e pensas que és sábia, tu cantas e acreditas ser rouxinol, tu danças e achas que o mundo treme aos teus pés.

Mas, Jovem, o sol não nasce toda manhã para brilhar para ti, é para todos nós. As estrelas estão no céu e todos nós podemos vislumbrá-las, não só os teus minúculos olhos. Somos todos capazes de alcançar patamares inimagináveis em dado momento e esquece-te de que estar sob tímidos holofotes noite e outra não faz de ti divindade.

Tudo é passageiro e furtivo: teu sorriso, tua beleza, tua vida. Somos insignificantes perante planetas e galáxias, e é de uma audácia imensurável pensar que todos derramariam-se em lágrimas por vontades patéticas tuas. Surpreender-te-á como tal tua vaidade tirará de teus braços aqueles poucos dois ou três que ainda suportam tua arrogância.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Estado minimalista


Garota põe sua melhor roupa, passa seu melhor perfume, combina com todos os seus melhores acessórios e sai para passear. Vai de transporte público e logo depois caminha pela avenida mais movimentada de sua cidade sozinha, rumo ao encontro com seus amigos. Cara de rica e não segura.

Só que ela esquece-se de que é presa fácil. Quando ela menos esperar, poderá dizer adeus àquele celular cujos pais suaram tanto para que pudessem dar de presente no seu aniversário e terá de esquecer aquele colar que não passava de uma bijuteria que sua avó havia dado-lhe, de valor sentimental, mas que foi confundido com jóia.

Bem-vindo ao cotidiano de uma cidade grande. É um risco sem tamanho que não se pense em se proteger contra o que o cerca por aqui. Faz parte desse dia-a-dia doido que se considere a violência antes de qualquer coisa. Menos é mais, antítese urbana: quanto menos você carregar consigo por essas ruas turbulentas, mais você terá depois.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Garotas más também choram


A garota malvada às vezes sai durante semana, mas passa muitos dias sentadas em sua cama, pensando na vida. Ela não tem blog, diz o que quer na cara de quem for. Pode ter um namorado lindo que, eventualmente, vem a traí-la ou magoá-la ou apenas gosta de um cara por aí que não é mil maravilhas o tempo inteiro também.

A garota não é malvada e eu não sou boazinha: somos diferentes. Nem sempre nossas vidas são flores; as apreensões, ansiedades e expectativas são sempre as mesmas. É só que ela nunca publica nada disso.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

O limite da realidade


O limite de um sonho é inexistente: o problema é o que limita a sua concretização.
Sonhar é uma atividade independente de qualquer fator externo; a mente pode viajar por galáxias mil e o coração desejar o infinito. Delusionar é bom, é libertador, é o que deixa a vida algo suportável em meio a tantas duras verdades.
E é exatamente esse o problema: a realidade, o fator limitante desses devaneios. Ela vem e traz chão ao que pertence às estrelas, ela lhe diz que a namorada do garoto dos seus sonhos não vai a lugar algum. Os fatos são a barreira externa daquilo que é sem fim dentro de cada um.
Todos podemos sonhar com qualquer coisa olhando para um céu de lua cheia, mas o dia vem logo depois nos lembrando de que tudo não passa de pensamentos.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Fugindo da vida


Pegar umas duas trocas de roupa e enfiar numa mochila, além de um MP3 player e uma escova de dentes, e sair, simplesmente sair e deixar tudo para trás. Ir a algum lugar em que ninguém saiba dos seus erros ou seus atos passados; uma nova cidade para uma nova vida, longe dos problemas que causaram essa fuga.

Bela utopia, e se ao menos funcionasse! Logo mais, todos aqueles problemas surgirão novamente, apenas sob nomes diferentes.

Mudar de escola, de cidade e de amigos tampouco adianta; mais cedo ou mais tarde o que tinha sabor de liberdade e novo passa a ser apenas um outro costume.

E é aí que se aprende que frente a cada nova adversidade, o melhor a fazer é enfrentá-la. Não há como fugir da vida. Esses contratempos estão em todo lugar.

Mas, claro, não custa nada sonhar que tudo pode ser resolvido assim...

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Romantismo enrustido


A garota que não for romântica que atire a primeira pedra!
Ainda estou pra conhecer alguém do sexo frágil que não se fragilize com os encantos da paixão, por mais que tente esconder.
Eu conheço bem a história: durona por fora, sonhos mil por dentro. É aquele velho clichê do "eu não preciso de ninguém", quando tudo que se mais quer é precisar de alguém; é querer sempre estar no controle, mas morrer por alguém que controle tudo.
Paradoxal como só um romance pode se mostrar. Ou como só nós, garotas, conseguimos ser.