domingo, 17 de fevereiro de 2008

Amy Winehouse isn't just a wine-head


O Grammy premia quem é bom na música. Só. Essa coisa toda da imagem do artista é um caso à parte. Ninguém do comitê está premiando a pessoa por ser um modelo moral ou do tipo, mas premia-se pela capacidade e talento como músico. Ponto. O resto é o resto; que a mídia tome conta dessa parte.

E não é que Amy Winehouse não dê o valor que supostamente deveria dar ao que conseguiu - é que ela é tão boa no que faz que deve pensar que é algo natural, uma mera conseqüência. Obviamente que nesse ramo se depende muito de sorte também, mas para que fazer disso tudo um evento nacional? Cada um é cada um e reage da forma que bem entender.

Além disso, existe muita gente envolvida com drogas e música e que nem por isso faz sucesso. Se ela chegou aonde chegou é porque tinha alguma coisa a mais. A música dela não toca incessantemente nas rádios porque ela é usuária de drogas.

E, quanto ao fato de sempre se referirem a ela como um mal exemplo, a verdade é que existe o livre arbítrio justamente para isso - para cada um fazer a escolha que quiser. Se Amy quer se drogar, beber até cair, o problema é só dela, e se alguém quiser tê-la como modelo, o problema é dessa pessoa também. Existe sempre o bem e o mal, o bom e o ruim - cabe a cada um julgar o que convém. Inclusive à banca do Grammy.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O post adverte


O uso da maconha faz mal à saúde, salvo quando medicinal, e tal erva é proibida no país.

O irônico disso tudo é que o álcool, bem como o cigarro de nicotina, também faz mal à saúde, sendo que o primeiro pode ainda ser um alucinógeno e sob nenhuma hipótese oferece alguma vantagem.

Se tais substâncias são disponíveis, por que não esta também, especialmente se pode ser tão benéfica para idosos que precisariam dela, por exemplo? Se é pretendida uma liberação restrita, sem implicar uma massificação de sua produção ou de seu consumo. Remédio natural.

Além do mais, a verdade seja dita: nesse país já é mais do que do conhecimento geral que todos têm acesso à ela na medida em que se quer. Essa situação toda não passa de uma tremenda hipocrisia que só gera controvérsia. Todos já sabemos que o ópio da população está longe de ser a maconha.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Entre ela e eles


Era tudo igual. Ela tinha cometido aquele mesmo erro novamente – o que estava pensando ao beijar seu melhor amigo? Era verdade, ela nutria sentimentos únicos por ele há oito meses e ele que tomou a iniciativa, mas aqueles drinks não deveriam ter deixado que ela finalmente se rendesse, justamente por causa do que vinha a seguir - ele iria partir seu coração.

Ele segurava as pequenas mãos dela nas suas e media cada palavra antes de dizê-la. Ele odiava aquilo, mas tinha de fazê-lo. Suspirou à procura de coragem e só lançou: "Eu sei o que aconteceu... mas eu não posso continuar. Às vezes eu fico com alguém". Ela não queria saber, porém era mais forte do que ela mesma: "Quem é?". Ele receava essa pergunta: "...aquele meu amigo que sai sempre com a gente".

A amizade deles era mais forte que isso; eles seguiram melhores amigos. Mas isso nunca significou que não era muito mais do que ela podia suportar – a pergunta "por quê?" nunca saiu dela. Nunca.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

22 horas


Eu não tenho um problema, eu tenho uma solução! Se o mundo por aí está decadente, o meu universo são flores constantemente. A criminalidade está alta e não é seguro vagar sozinho noite afora, mas se algum ladrão me visse, era capaz dele me ajudar. Se a vida pode ser pacata demais por vezes, não tem um momento que não estou com um sorriso estampado.

Só porque eu gasto muito do meu dinheiro nisso! E daí? É meu dinheiro! Trabalho todo santo dia justamente para que depois disso eu tenha condições de manter isso. Além do mais, minha saúde vai muito bem, obrigado - estou melhor até do que você.

Sim, às vezes falo coisas que desejaria não ter dito, às vezes faço coisas que não deveria fazer, mas todos cometem erros. O arrependimento sequer faria sentido se não existisse toda essa situação. Estou perfeitamente de acordo com os padrões estabelecidos universalmente.

Não consigo entender, doutor, por que estou nesta clínica de reabilitação!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Contra o arrependimento do arrependimento


Se arrependimento matasse, a humanidade estaria extinta. Mesmo que se diga que não se arrepende de nada na vida, existiu em algum ponto, pelo menos, algum remorso.

Mas antes fazer e depois se arrepender do que não viver a vida ao seu extremo e ter sempre aquela pergunta "e se...?" martelando no fundo da consciência. É errando que se aprende - qual a graça em acertar todas as vezes? São daquelas bobagens que rimos mais tarde, não dos acertos.

Pode até ser sincero esse arrependimento, mas ele faz parte, assim como o erro, de todo um processo que molda cada um - é parte do crescer.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Indignidade


O desejo de ser notado é uma certa vaidade do ser humano. É tão natural quanto amar ou sentir saudade. Como tudo isso, quando levado a um extremo, porém, é que vem a ser uma questão mais alarmante.

Não existe qualquer mal em querer fazer parte de um reality show e ser conhecida no país inteiro, mas é inegável que há um grande problema quando o que se faz para chegar lá ultrapassa os limites do bom senso e atinge níveis inéditos do ridículo.

Mais estúpido do que tal comportamento é ainda dedicar esses 15 minutos de fama a pessoas tão não merecedoras. Não é à toa que ela não foi escolhida! A questão é por que ainda engrandecem algo tão abjeto.


Link para referência

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Princesa do Pop


Era uma vez uma princesa que ficou famosa ainda quando criança. Era a realização de um sonho - o de sua mãe, não o seu.

A garota então cresceu sob certos holofotes, mas quando completou seus 17 anos ela foi coroada, já era famosa internacionalmente. Vivia também seu grande amor.

Até que terminaram, sem muitas explicações. E, talvez para livrar-se de sua possível tristeza interna, passou a dedicar-se mais a festas e namoros escandalosos, e até mesmo um casamento relâmpago. Tudo devidamente publicado aos 6 bilhões de pessoas do planeta por algumas que nunca a deixam em paz.

Mas isso pareceu que ia ter um fim quando a princesa casou-se de verdade com um plebeu. Teve dois filhos, suas maiores felicidades até então.

Exceto que, como o plebeu só queria ser príncipe, não era amor e acabou. A única coisa que ainda lhe dava motivos para sorrir lhe foi tirada - a princesa foi privada de seus próprios filhos.

Aí ela realmente se afundou em bebidas, narcóticos e escândalos. Engordou e até raspou o próprio cabelo. Ameaçou e tentou oferecer dinheiro ao pai para que pudesse ficar com a guarda das crianças. Mas não deu certo - foi internada. E tudo isso acontecendo com no mínimo dez pessoas ao seu redor com seus respectivos milhares de flashes e gritos no seu ouvido.


Esse é um conto-de-fadas que ninguém conta. Britney Spears apenas sofre com exposições indevidas e críticas, sem que ninguém olhe para seus motivos, suas dores e suas mágoas. Tudo que ela queria era apenas ser como eu e você.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Quem cola só sai da escola


Você vê um colega abrir o livro e copiar o que ali consta. São transcritos trechos em papéis minúsculos com caligrafias menores ainda. Assiste a ele gastar tempo pensando aonde esta tira pode ser escondida e suar de medo porque ainda existe a possibilidade de ser pego. E, por fim, percebe que quando ele recebe a prova, nota que foi tudo em vão - nada daquilo que ele reproduziu foi necessário ao que se pediu na prova.

Fato é que, mesmo que aquilo tivesse sido útil, seria algo imediatista somente - ajuda em uma prova e pode garantir o seu diploma, mas jamais servirá para um vestibular ou no exercício de uma profissão.

É um esforço incrível e, no fim, inútil. Acaba por ser imensamente mais simples abrir um livro e aprender de fato! Mesmo porque, não é para isso que se vai à escola?

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Química pessoal


Eu não sou de ferro. Não sou de ferro, nem de platina, nem de diamante. Sou apenas eu, na minha perfeita antítese de levar quem me vê a penas que eu sou de metal mais forte que cálcio ao passo que sou mais frágil que composto instável. Não sou tão forte ou resistente.

Mais a fundo, meu principal elemento é um romantismo inveterado. Água e sais saem dos meus olhos por mais vezes do que permito verem, bem como a paixão acomete-me de forma deveras mais concentrada do que transpareço. Procuro minha atração magnética, embora sempre acabo por repelir de forma não natural aquilo que só me completaria.

Não só isso mas como envergonho-me de não possuir nem um mol da sinceridade que gostaria de ter, apesar de fazer tantas críticas ácidas.

Além disso, encontro-me em uma busca pelo básico e não consigo saber se sou realmente tão diferente como me sinto por vezes ou se não passo de mais uma garota neutra em meio a suas precipitações.

A verdade é que, independentemente das minhas reações, sou mera equação não balanceada.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Resoluções Parisienses


Se eu fosse a Paris Hilton, esta definitivamente seria a minha lista de cinco resoluções para 2008:

~Beber e dirigir mais (ao mesmo tempo,de preferência) e ser pega (outra vez);
~Não usar roupa íntima;
~Ter um casamento relâmpago em Vegas com algum desconhecido por estar bêbada demais;
~Fazer todos pensarem que eu estou grávida, em dado momento;
~Criar algum conflito familiar.


Porque está realmente difícil concorrer com a Lindsay Lohan, a Britney Spears e todas as outras nos tablóides. A única coisa que mais chamou atenção neste ano foi o escândalo todo da prisão. E todos nós sabemos que ela quer mais, muito mais, do que isso.